sexta-feira, 16 de março de 2012

MÃE, AMOR PERFEITO.

Penso que ninguém pode sentir falta do que nunca teve, do que não conheceu. Deve ser assim, por exemplo, para quem nasce sem os braços. Desconhece a sensação do toque, do segurar com firmeza ou gesticular. Percebe o toque dos outros, sente o abraço dos outros, mas jamais poderá abraçar. Ou o cego de nascença que jamais poderá imaginar o deslumbrante brilho do sol, as cores diversas do fogo, o explendor dos céus e a dimensão do horizonte. Pode até sentir a intensidade de seu calor aconchegante ou agressivo, mas nunca saber ver o dano ou bem que ele pode causar.
E quem nunca teve Mãe? Nunca soube o que é ser embalado, amamentado, protegido e, verdadeiramente, amado.
Acho que Mãe é pra isso. Pra proteger, alimentar, acompanhar, educar, socorrer, ensinar, abençoar, medicar, aconchegar, corrigir, e até castigar, quando necessário. E para tantas e tantas outras coisas que sempre se resumiriam em, simplesmente, Amar.
Mãe não tem que ser amiga, irmã mais velha ou confidente. Ser ou não qualquer uma dessas coisas é consequência dos ensinamentos passados e absorvidos.
Mãe orienta a fé, o comportamento, as companhias, os costumes, a moral, até o gosto pelas artes, pela música ou pelo silêncio.
Mãe passa suas experiências sendo elas boas ou ruins, porque reconhece que o exemplo fala mais que milhões de palavras.
Mãe é espelho.
Mãe é pra se ouvir, respeitar, acatar e não discutir.
Mãe é sorriso, é presença, mesmo quando está distante. Seus conselhos, seus toques, seus truques, suas dicas e seus segredinhos passados vencem qualquer tempo, qualquer distância.
Mãe é a saudade mais doída, é a ausência mais sentida e a presença mais constante.
Mãe não se considera, se valoriza.
Provérbios é o Livro das Mães. Só não acolhe esses ensinamentos o filho rebelde que quer andar em seus próprios entendimentos.
Então, com certeza, esse filho nunca saberá o que é ter uma Mãe.
Mãe, só quem teve sabe como é, sente falta.
Quem nunca teve sente só a necessidade de uma presença amiga, mas não por amor a uma Mãe, mas para nutrir seus próprios anseios e necessidades.
Mãe a gente ama como é, e não como a gente precisa ou quer que ela seja.
Mãe não tem defeitos, tem qualidades à maneira dela, pois foi assim que ela aprendeu a ser! Mas, também foi assim que ela amou, mesmo antes de saber
como o filho seria. Se seria defeituoso, aleijado ou perfeito mesmo! E, mesmo que fosse aleijado, defeituoso ou perfeito o amor seria o mesmo. Sabe por que?
Porque o amor de Mãe, assim como o amor de Deus, é Perfeito.

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